RAFAEL AMÂNCIO

Nome completo

Rafael Amâncio Coelho da Silva

Nascimento

27 de abril de 1971

Caldelas

Profissão

Bombeiro

Nasceu de um ambiente de bombeiros. Lá por casa, o seu pai foi bombeiro durante vários anos, os dois irmãos mais velhos também fizeram parte do quadro ativo, hoje pertencem quadro de honra, e no primeiro dia de junho de 1989, Rafael Amâncio seguiu as pisadas dos seus familiares e alistou-se nos bombeiros voluntários.

Foi aspirante, bombeiro de 3.ª, bombeiro de 2.ª, bombeiro de 1.ª, sub-chefe, adjunto de comando e, agora, é o atual comandante dos Bombeiros Voluntários das Taipas. Pelo meio destes quase 30 anos ao serviço dos “soldados da paz”, Rafael Amâncio recebeu um sem número de louvores e condecorações.

“Com a adrenalina, na hora, sem pensar em nada, o que interessa é socorrer as pessoas.”

Foram vários os momentos que marcaram o seu percurso, mas o Comandante destaca um dos mais difíceis que alguma vez enfrentou a sua carreira de bombeiro. A explosão ocorrida numa fábrica de pirotecnia em Leitões, na qual foi um dos primeiros a chegar ao local, Rafael Amâncio encontrou um cenário “bastante dramático”, com várias explosões durante o período de socorro e várias mortes contabilizadas. “Com a adrenalina, na hora, sem pensar em nada, o que interessa é socorrer as pessoas, mas depois, a frio, quando relembramos o cenário, desprezamos alguns perigos, que nos leva a pensar que talvez não fazia algumas coisas”, conta.

Por outro lado, recorda com emoção e paixão os bons momentos passados com os seus “camaradas”. Desde convívios a passeios, a boa disposição faz parte de uma “família” que se constrói em torno da corporação.

Casado e com dois filhos, Rafael Amâncio reconhece que a família sai “bastante prejudicada” pelo cargo que ocupa e “por vezes sente a necessidade de mais acompanhamento”, mas aceita e apoia com “orgulho” o bombeiro. “Nas alturas mais baixas tenta-se compensar, mas nas alturas do DECIF [Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais] no verão é muito complicado. Temos que fazer um acompanhamento maior e tentamos estar sempre presentes, portanto, estando presente nos bombeiros, não estamos presentes em casa”, explica.

“Tenho bombeiros de qualidade, capazes e bem formados.”

Com 125 homens a seu cargo e com o transporte de 200 doentes por dia, Rafael Amâncio sente a valorização dos habitantes da Vila das Taipas e das freguesias da área de atuação da corporação, que diz ser “um exemplo distrital”.

“Tenho bombeiros de qualidade, capazes e bem formados”, afirma, lembrando que o voluntariado nos bombeiros atravessa uma crise de escassez, que tem vindo a piorar nos últimos anos. “As pessoas trabalham e formação é exigente. Não é para quem quer, é para quem pode. As pessoas não têm disponibilidade para cumprir os requisitos”, refere Rafael Amâncio.

Apesar desta dificuldade que atravessa todo o país, o Comandante avançou recentemente com uma escola para oito elementos e para o próximo mês está constituída outra escola para a formação de mais 12 bombeiros, com as vagas já todas preenchidas.

Para quem deseja seguir os passos de Rafael Amâncio, o Comandante deixa alguns conselhos: “tem que ter conhecimento de causa, conhecer bem os seus elementos, ter bastante formação e ser dedicada à causa. Estar presente. Não colocar as tropas à frente e o comandante estar em casa. É necessário incentivar o corpo de bombeiros”.

Por: Diogo Oliveira

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