RUI TORRINHA

Nome completo: Rui Manuel Torrinha da Silva
Nascimento: 03 de Abril 1971 Vila das Aves, Portugal
Profissão: Diretor Artístico da GUIdance e programador do Centro Cultural Vila Flor

As portas do Centro Cultural Vila Flor abriram-se para Rui Torrinha em 2010, quando chegou para integrar a equipa deste equipamento cultural. Pouco antes de 2012, ano de Capital Europeia da Cultura, foi convidado para pertencer à equipa de programação de música, mas foi trabalhando em todas as áreas, fazendo assistência de programação do teatro e da dança. Em 2013, com a saída de José Bastos para a vereação da Cultura, Rui Torrinha soma mais responsabilidades, num ano em que trabalhou de perto com Rui Horta nas artes performativas. Hoje é o homem do leme no CCVF e é sob a sua direção que decorre o festival internacional da dança contemporânea GUIdance, que acontece por estes dias em Guimarães.

Rui Torrinha, que olha para si e vê “o trajeto de pessoa inquieta que até hoje pensa que tem que se continuar a formar, a problematizar, a ler”, esteve cinco anos a trabalhar na RUM antes de chegar ao CCVF. Ali “repensou todo o projeto da rádio universitária e virou-o para uma vertente cultural, com a criação de parcerias com instituições culturais mais a norte”. Esteve ainda no Theatro Circo Café onde desenhou o programa cultural daquela estrutura. Mais atrás, envolveu-se na Porto 2001, através de uma produtora de eventos.

Olhando para o seu currículo, imaginamos-lhe uma formação em artes. Não. Rui Torrinha, “numa outra vida, há muito tempo”, tirou “um curso a sério como os pais queriam” e fez engenharia no ISEP. Ainda chegou a gerir uma empresa, onde aprendeu a assumir “muitas responsabilidades desde muito novo”, mas sentiu que não era aquilo que queria para a sua vida.

Fez rádio no tempo pirata, durante mais de vinte anos, “sempre desenvolvendo projetos, numa fome permanente de conhecimento, de ler, de ir a espetáculos, de viajar”. “A universidade não nos prepara para esta transformação permanente que é o mundo da arte. Para estar neste lugar tem que se ter vocação. Não é uma vontade, é uma missão. Temos que ser apaixonados para estar aqui, visto de fora parece uma profissão de glamour, mas é o oposto e tem que se ser um bocadinho workaholic com uma grande capacidade de análise de todos os fatores, grande capacidade de ver para lá do óbvio”, diz-me Rui Torrinha. E deixa a dica: “Não se programa o que se gosta. Há que perceber que tipo de trabalho se deve desenvolver no sentido de favorecer a população para uma experiência de conhecimento. Isto tudo gerindo orçamentos, percebendo a operacionalização das coisas”.

O programador diz que “podia ter ficado onde estava” antes de se envolver no mundo da arte”, mas tinha nele “uma inquietude de perceber onde era útil”. Hoje é no Centro Cultural Vila Flor onde desenvolve o trabalho que o apaixona que passa por “pensar a cidade, desenvolver projetos de transformação, de cultura urbana”.

O Vila Flor prepara-se para ser palco da sexta edição do Festival Internacional de Dança Contemporânea GUIdance, que decorre de 04 a 13 de fevereiro. O diretor artístico do certame fala da aposta nas ofertas formativas e na importância de “dar a conhecer o repertório das peças fundamentais” para entender esta arte. A programação da sexta edição do GUIdance conta com nove espetáculos agendados – cinco de companhias nacionais e quatro de internacionais.

Por: Catarina Castro Abreu

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