Susana Monteiro

Nome completo

Susana da Luz Ribeiro Monteiro

Nascimento

17 de julho de 1976

Guimarães

Profissão

Eescritora

A menina que começou a mandar os seus primeiros versos, tímidos, para o “Cantinho do Nicolau”, no Comércio do Porto, quando não teria mais de 12 anos, nunca mais parou de escrever. Lembra o avô, ávido leitor do Comércio, “que preferia ao Notícias”, como a pessoa que a incentivou e que a fez vencer o medo que todo o escritor tem da rejeição. “Vem aqui uma Susana que eu não sei quem é…”- dizia depois o avô, quando regularmente, ao domingo, os versos de Susana Monteiro começaram a ser publicados naquele periódico.

A relação com o jornal durou até ao último número, a relação com escrita era anterior e continuou. A primeira memória que Susana tem de ter escrito alguma coisa, é de uma composição, na terceira classe, na Escola Primária de Caneiros. “Se eu fosse um dia um passarinho”, era o mote para a composição. Um tema ambicioso para uma menina com oito anos, mas talhado à medida de Susana Monteiro. O texto ficou tão bonito e remete para uma imaginação tão fértil que a professora duvidou se a pequena Susana teria realmente sido a autora daquelas linhas.

Diz de si própria que, “nasci em Guimarães, em 1976, com sonhos de mar e voos de gaivota, aspirante a sonhadora”. As ruas e o casario de granito do centro da cidade serão o seu ninho mas estava destinada a viajar. Teria de ser de uma ou de outra forma, para uma pessoa assim.

No final do ensino secundário surgiu uma oportunidade na empresa onde o pai trabalhava. O trabalho implicava contactos com clientes no exterior, falar línguas, fazer relações internacionais. Adorou. Mas ainda teve que esperar algum tempo até poder ocupar a posição. A vaga era temporária, devido a uma licença de maternidade, por isso, quando a titular do lugar voltou, Susana foi para o fundo da cadeia e de lá começou a sua carreira.

Anos mais tarde era ela própria correspondente de línguas e nessa qualidade, ou por relações de amizade que estabeleceu no exercício da profissão, visitou diversos países. Ficou-lhe impressa a viagem que fez a Israel. “Por ter encontrado uma realidade muito diferente daquilo que é retratado”. Susana descreve um país bonito, despretensioso e pacífico. Tem pena de não ter visitado a Arábia Saudita e logo se percebe que não tem inclinação para destinos comuns.

O gosto pelos largos horizontes é coisa familiar. Nas férias o pai metia os três filhos- Susana tem um irmão com 39 anos e uma irmã com 31 – e a esposa no carro e era seguir até onde o destino os levasse. “Nunca ficávamos mais de uma noite num sítio”.

Passaram 33 anos desde aquela composição na terceira classe, por que razão é que só agora surge o primeiro livro? – é uma pergunta que se pode fazer a alguém que nunca parou de escrever. “Se eu me for embora agora não deixo nada de meu”. Este pensamento invadiu-a quando recentemente se viu a braços com uma situação de saúde muito complicada. A decisão estava tomada, a explicação está dada. Perante grandes adversidades redefinimos as nossas prioridades, e foi isso que Susana fez. “Este livro é um pedacinho de mim, quando o meu sobrinho chegar a maior idade vai ter isto de mim”.

De nada tens ainda certeza,/ Mas ofereces tanta alegria,/ Rendes qualquer um com a tua magia!/Ofereces tanta cor…/Que em troca só mereces amor, lê-se num poema do livro Meu Mar, de Susana Monteiro, dedicado ao sobrinho.

Por: Rui Dias

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