A cantina escolar

por Mário Moreira

O refeitório escolar constitui um espaço privilegiado de educação para a saúde, promoção e estilos de vida saudáveis, uma vez que fornece refeições, nutricialmente equilibradas, saudáveis e seguras a todos os alunos, independentemente, do seu estatuto sócio económico das suas famílias.

A cantina tem uma função pedagógica de refeitório, considerando o papel  dos hábitos alimentares na saúde humana e considerando muito importantes definições de estratégias de acompanhamento dos alunos em períodos de refeição.

Perande este cenário e tendo em conta o perído de excecionalidade imposta pelo covid19, menciono algumas das condicionantes que revelam a degradação na gestão das condições alimentares às nossas crianças e jovens.

Muitas das cozinhas das cantinas escolares abriram sem a constituição das suas equipas. Passados alguns dias da abertura ainda estão a ser contratados trabalhadores atraves de empresas de trabalho temporário, muitos apenas por alguns meses.

Estes trabalhadores além de não terem qualquer formação na área, são atirados ao local sem condições de trabalho; sem fardas, sem toucas, sem luvas (aconteceu numa escola a cozinheira pedir à copeira para não deitar fora as luvas, porque eram dela…), sem calçado, sem um contrato de trabalho.

Há muitos anos que os trabalhadores desta área entram em Setembro/Outubro e só preenchem os contratos de trabalho em Dezembro, quando começam as férias escolares do natal… Há um “Caderno de Encargos” onde se prevê o fornecimento de refeições entre Setembro a Julho, a empresa não faz contratos de efetividade, pelo que incorre em diversas ilegalidades. O “Código de Trabalho” refere que entre o despedimento e a admissão tem que decorrer 4 meses, o que não se verifica. Há normas que estabelecem as bases de tal compromisso, porém, a sua maioria não é fiscalizada.

Há trabalhadores a fazer as mesmas horas do ano letivo anterior e a gaharem menos. As cozinheiras têm com tudo isto uma sobrecarga de trabalho. Reclamam a degradação dos serviços de limpeza pela falta de trabalhadores. Muitas destas cozinheiras são responsáveis por mais de 300 refeições têm categorias de 2ª, assinam contratos de trabalho consecutivamente há 20/25 e 30 anos…

“Hamburguer saudável de Gão de bico”

Passar a puré uma chávena de grão cozido e uma de arroz. Numa tigela misturar com 3 colheres de sopa de cenoura raspada, 1 colher de sopa de salsa picada, 1 colher de chá de raspas de limão, 2 ovos, sal a gosto. Moldar, levar a grelhar numa frigideira antiaderente com manteiga por 5 minutos de cada lado. Decorar o prato com juliana de alface e gomos de tomate.

Bom apetite!

Um abraço gastronómico.

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