Arroz de Pato

por Mário Moreira

O arroz é um dos alimentos mais nutritivos e versáteis ao nosso alcance, proporciona-nos maravilhosos pratos criativos de “conduto” e de acompanhamento.

Na sua composição, cada 100gr de arroz contém 8,5 de proteínas, 1,9 de gordura, 74,8 de hidratos de carbono e 345 calorias, vitaminas do grupo B, ferro, fósforo e cálcio.

O arroz branco é recomendado para quem tem distúrbios intestinais, confecionado sem gordura, é de muito fácil digestão.

Constituem manjares, na Cozinha Tradicional Portuguesa, justamente afamados: o arroz de marisco, o de tamboril o de lampreia, o de cabidela, o de polvo, o de caril com gambas, o de lagosta, os croquetes de arroz, o de sarrabulho, o de lebre, o de ossos de suã com penca e feijão, à valenciana, o de bacalhau, o arroz de forno, o arroz de forno com cabrito, a canja de arroz, o arroz doce com mel…

Na confeção do arroz, o volume de água, deve ser o dobro do volume do arroz. A água que se adiciona na confeção do arroz, quer no começo, quer para acrescentar, deve estar a ferver.

Confecionei diversas variantes de arroz de pato, deixo esta sugestão.

Arroz de pato à minha moda 

Num tacho ao lume, com 5 colheres de sopa de azeite, colocar 1 pato (sem pele) cortado em 4 partes com os miúdos, sumo de 1 laranja, 1 colher de sopa de manteiga, 200 gr de presunto, 1 chouriço de carne, 1 orelha de porco, 100 gr de toucinho gordo, 2 cenouras médias às rodelas, 1 cebola em quartos, 1 cravinho, 1 colher de café de grãos de pimenta, raminhos de salsa e de tomilho. Cozinhar em lume forte durante alguns minutos, caramelizar de ambos os lados sem deixar queimar. Adicionar água até tapar o pato, deixar cozer, em lume médio. Retirar as carnes conforme cozedura. Cortar o presunto, a orelha, o toucinho em pedaços, o chouriço às rodelas, picam-se os miúdos, desfia-se o pato e os ossos de suã. Uma parte destas carnes fica em reserva. Côa-se a água do caldo e volta ao tacho, quando ferver, adiciona-se o dobro do volume de 400 gr de arroz. Retificar o sal e pimenta a gosto. Coze em lume brando. Numa pingadeira, ou alguidar achatado, quando o arroz estiver a abrir, fazer camadas com as carnes e termina com arroz. Os pedaços de carne reservados; presunto, chouriço, toucinho, orelha e pato, enterram-se ligeiramente, no arroz. Levar ao forno a acabar de cozer o arroz e deste modo a alourar as carnes. Servir bem quente.

Este prato outrora cheio de pergaminhos, em dias especiais, era servido envolto em toalha de linho. Para decorar, cortar 1 laranja em gomos.

Bom apetite!

Um abraço gastronómico.

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